quinta-feira, 22 de junho de 2017

Abramos o nosso coração para a graça do perdão!

Toda oração, para ser sincera, verdadeira e profunda, tem de ter perdão. "De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará" (Mateus 6, 14).
Jesus está, hoje, ensinando Seus discípulos a orarem, não só os discípulos de ontem, mas também os hoje e amanhã. Todos nós que somos seguidores de Jesus Cristo precisamos aprender a orar.
Não permita que seu coração entenda oração como uma repetição de palavras, ainda que precisemos repetir Ave-Marias, Pai-Nossos e fórmulas que nós aprendemos, pois a essência está dentro das palavras, não apenas nas repetições.
A essência da oração é o coração unido a Deus. Você pode rezar 10 mil Pai-Nossos e Ave-Marias na vida, mas, em nenhuma delas, seu coração estar em Deus. Não estou diminuindo nenhuma das suas orações, muito pelo contrário, é valoroso rezar e meditar o Santo Rosário, tudo aquilo que essa oração nos dá, mas rezemos com o coração e a vida. Rezemos meditando, contemplando, vivenciando e deixando que o nosso coração faça comunhão com Deus.
A primeira coisa fundamental da oração é a comunhão, o coração que se une a Deus naquele momento, porque, na oração, o Senhor nos purifica, lava-nos, liberta-nos, restaura-nos e realiza o Seu novo em nós. A segunda coisa é a ação, pois oramos e colocamos em prática aquilo que vivemos na oração.
Não podemos fazer nenhuma oração sem pedir perdão pelos nossos pecados. Em toda oração que pedimos perdão a Deus, Ele nos perdoa. Não tenhamos dúvidas, pois Deus nunca nos nega Seu perdão, apenas o perdão d'Ele é na medida do perdão que damos aos outros. Não é assim que rezamos? "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos".
Desculpe-me a expressão, mas seria falta de vergonha na cara pedirmos que Deus nos perdoe, implorarmos Seu perdão, mas não perdoarmos o irmão de todo o coração. Por isso, toda oração, para ser sincera, verdadeira e profunda tem de ter perdão! Temos de nos abrir à graça do perdão.
Muitos dizem: "Padre, é tão difícil perdoar!". Por isso rezamos, para pedirmos que Deus nos dê essa graça. Precisamos pedir disposição para perdoar e nos "quebrar por dentro", dilacerar nosso coração para perdoar.
Uma oração só é frutuosa, só chega autenticamente ao coração de Deus quando ela é regida pela força sublime do perdão. Não perdoemos pouco, perdoemos como Deus nos perdoa, pois Ele nos perdoa muito!
Perdoemos e amemos muito, para que nossa oração produza muitos frutos!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

COMO REZAR

Jesus ensinou aos discípulos como rezar de maneira conveniente. E mostrou ser inútil querer convencer a Deus com um dilúvio de palavras e argumentações, no intuito de fazê-lo atender os pedidos a ele dirigidos. Este expediente esconde uma falsa concepção de Deus, reduzido ao tamanho dos seres humanos. A esses, sim, é possível convencer à custa de palavras. A Deus, não! O discípulo do Reino não pode cultivar esta imagem pagã da divindade. Ela não corresponde ao Pai de Jesus.            
O discípulo foi ensinado a rezar, referindo ao Pai somente o essencial. Sua oração centra-se em torno do Reino. O discípulo pede que o senhorio do Pai se concretize na história humana em três níveis: o nome do Pai sendo santificado por todos, de forma a abolir toda espécie de idolatria; seu Reino e sua vontade permeando todas as relações humanas, ou seja, sua Lei se constituindo em princípio norteador de tudo. Além disso, o discípulo implora ao Pai para fazer o Reino acontecer na sua vida quotidiana. Como? Não faltando a ninguém o alimento necessário para a sobrevivência. Estabelecendo-se um clima de perdão e reconciliação entre todos, de modo a formarem uma verdadeira família. E não se deixando levar pelas solicitações do mal, ou seja, não perdendo de vista que só o Pai e seu Reino devem polarizar suas vidas. Não é preciso pedir mais.

‪#minisermao (22/06/17)

Para falar com Deus não precisamos de muitas palavras; o melhor mesmo é apenas mostrar seu olhar. Deus entende. Quando Jesus ensinou a oração do Pai Nosso, Ele iniciou dizendo assim: "Quando você for falar com Deus, não multiplique as palavras, diga apenas: Pai Nosso que estais nos céus..." Porque existem pessoas que, na sua oração imaginam que vão convencer Deus de alguma coisa que Ele não está muito bem convencido. Deus conhece as necessidades do nosso coração antes que peçamos, mas é bom pedir, Jesus mesmo recomendou: "Pedi e recebereis!" E pedir com insistência, mas sem multiplicar palavras. Pedir com fé, que Deus sabe o que está no meu coração. (Mt 6,7-15)
Pe. Joãozinho, Scj.

Comece o seu dia feliz meditando o Santo Evangelho - 5ª-feira da 11ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 6,7-15)

Vós deveis rezar assim.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 6,7-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 6, 7-15 
A eficácia da oração não é determinada pela quantidade de palavras nela presentes, pelo seu volume ou pela sua visibilidade, mas antes de tudo pela capacidade de estabelecer um relacionamento sério, profundo e filial com Deus. Quem fala muito, grita e fica repetindo palavras é pagão, que não é capaz de reconhecer a proximidade de Deus e ter uma intimidade de vida com ele. A oração também deve ter um vínculo muito profundo com o próprio desejo de conversão e de busca de vida nova, de modo que ela não seja discursiva, mas existencial e o falar com Deus signifique estabelecer um compromisso de vida com ele e para ele.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Jornada Matrimonial da Paróquia de Nossa senhora dos Aflitos

A Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos, realizará nos dias 01 e 02 de julho uma Jornada Matrimonial para aqueles que desejam se casar, o matrimônio é um sacramento da Igreja e o início de uma nova vida, de um projeto a dois. Não é apenas um ato social, mas um momento único de celebração da fé, onde se recebe a graça especial para a vida familiar, dando-se um ao outro com a bênção de Deus e o acolhimento da Igreja. Quem se interessar por este momento, procure a secretaria paroquial e realize a sua inscrição, nos horários: das 7h às 11h e das 13h às 17h. A Jornada Matrimonial é um requisito obrigatório para todos aqueles que desejam se casar na Igreja Católica.

Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos - Jardim de Piranhas

Programação da Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos.
Quarta-feira(21/06):
6h - Missa na Matriz.
17h - Missa na Capela de Pe. João Maria.
19h - Grupo de Oração Jesus de Nazaré na matriz e Missa na Barra de Baixo.
Quinta-feira(22/06):
8h30 - Confissão.
19h - Abertura da Festa do Coração de Jesus na matriz com a primeira missa do Tríduo.
Sexta-feira (23/06):
17h - Abertura da Festa de São Pedro na Barra de São Pedro.
19h - Segunda noite do Tríduo do Coração de Jesus com missa na matriz.

#minisermao (21/06/17)

Oração, jejum e esmola são mais do que práticas de ascese; são remédios que curam os nossos relacionamentos. Jesus nos disse que é preciso praticar estas boas obras da oração para curar nosso relacionamento com Deus; do jejum para cuidar do relacionamento conosco mesmos, com o corpo, com as coisas, com os bens da criação, com o ar, com a água, com a comida. E é preciso curar, também, o relacionamento com os irmãos; a esmola é dar algo de si, é viver na solidariedade, na caridade. Oração, jejum e caridade nos torna gente curada, gente cuidada. (Mt 6,1-6.16-18)
Pe. Joãozinho, scj.

As boas obras devem ser feitas na discrição!

Deus está nos ensinando, com Sua Palavra, a fazermos nossas obras com gratuidade. "Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa" (Mateus 6,3-4).
Deus está nos ensinando, com Sua Palavra, a fazermos nossas obras com gratuidade, todas elas, a começar pela nossa oração. Não oramos nem falamos com Deus para as pessoas verem que estamos orando, para nos aparecermos e as pessoas nos chamarem de piedosos: "Olha como ele é orante!". Não! O testemunho da oração vem com os frutos, que são produzidos por meio da oração.
Às vezes, é triste e escandaloso querermos mostrar para as pessoas que rezamos muito, que fazemos muitas orações, mas o testemunho não corresponde à oração. Mostremos, com o testemunho, aquilo que a oração realiza na nossa vida. Por isso, ela tem de ser feita na discrição, quando vamos ao quarto, no nosso interior, no nosso silêncio e recolhimento e entramos em sintonia com Deus.
Do mesmo jeito é a esmola ou a caridade. Não levantemos uma placa para dizer: "Olha, eu faço caridade! Eu sou uma pessoa boa! Olha, estou ajudando os outros". Façamos muita caridade, ajudemos muito os necessitados, façamos tudo o que for possível para aliviar a dor e o sofrimento de quem está sofrendo, de quem está passando necessidades, mas nunca para aparecermos, para sermos vistos nem reconhecidos.
Há entidades e pessoas que fazem obras de caridades e gostam de levantar placas, colocar o nome ali, mais isso é para os homens verem, é para serem reconhecidos e aplaudidos pelos homens. Nós não, pois a caridade que fazemos é para o nosso Deus, é para sermos vistos e reconhecidos por Ele.
Do mesmo jeito as penitências que praticamos, o jejum, a abstinência ou qualquer outra penitência não é para as pessoas verem que nós as estamos fazendo, mas sim para prestarmos culto a Deus. Quanto mais gratuita for a nossa entrega e oblação, os atos que realizamos, mais eficaz será nossa atitude. Quanto mais nossas ações forem direcionadas a Deus e menos aos homens, e quanto mais fugirmos dos aplausos, dos reconhecimentos humanos e de tudo o que fizermos para a glória de Deus, mais com Ele faremos nossos atos e nossas atitudes.
Que os homens vejam os frutos, as boas obras, mas a partir daquilo que fazemos no oculto, no coração, somente para que Deus veja.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo  

Comece o seu dia feliz meditando o Santo Evangelho - 4ª - feira da 11ª Semana do Tempo Comum - Memória de S. Luís Gonzaga Rlg

Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)

E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 6,1-6.16-18.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 6, 1-6.16-18 
O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.

terça-feira, 20 de junho de 2017

#minisermao (20/06/17)

O amor aos inimigos é amor de verdade, pois nele não há nada de interesse, apenas gratuidade. Aqueles que não podem me retribuir um gesto de ternura de carinho, de compreensão e de perdão são os inimigos, são pessoas que não cultivam nenhuma estima por mim e que nem esperam que eu lhes faça alguma coisa de bem, mas quando eu amo com gestos aqueles que me odeiam, me perseguem este amor cristão é verdadeiro, porque amar é querer o bem do outro e paixão é querer o outro para o seu próprio bem. A paixão tem uma lógica de interesse e de posse; o amor se fundamenta na lógica da gratuidade, da entrega e do dom de si. (Mt 5,43-48)
Pe. Joãozinho, Scj

Precisamos amar aqueles que não nos amam!

Precisamos expandir a capacidade de amar, do amor, para aqueles que não nos amam. "Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!" (Mateus 5, 44).
O amor é a graça mais divina que nós temos em nosso coração. O amor é a essência, Deus é o amor e Ele não sabe fazer outra coisa nem ser outra coisa, a não ser amar. Quem comunga em Deus, quem tem a vida n'Ele não pode ter outro sentimento na alma e no coração. Alguns podem dizer: "Eu amo bastante!", mas o que seria esse 'amo bastante'?. "Eu amo as pessoas que me amam. Amo as pessoas que eu quero bem". Que bom! O ruim seria se nem amássemos esses, pois o amor é pleno, ele tem que cobrir todo o nosso ser, toda a nossa face e sentimento, as nossas intenções e tudo o que somos.
O Senhor não nos quer vivendo um amor limitado nem pequeno. O Senhor nos quer vivendo um amor do tamanho que ele é: infinito, eterno e sublime. Por isso, além de nós amarmos quem nos ama, quem nos quer bem e nos faz bem, precisamos expandir a capacidade de amar, do amor, para aqueles que não nos amam, que nos querem mal e não são nossos amigos e, muitas vezes, portam-se como nossos inimigos.
Eu não preciso ter inimigos, mas há pessoas que se portam ou querem ser inimigas porque não comungam comigo, não querem bem o que eu quero e há aquelas inclusive que me desejam o mal ou me fazem o mal. Eu não tenho outra coisa a dar a elas, a não ser o meu amor, o amor de Deus que há em mim.
Eu conheço quando alguém tem amor de Deus no coração, não é quando fala muito de amor, poetiza o amor, mas quando os seus gestos traduzem o tamanho do amor que está nele.
Quando eu olho para Jesus morto na cruz dizendo: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que falam", vejo um homem que morre perdoando Seus algozes. Estêvão que estava sendo apedrejado, morre amando e perdoando seus inimigos; ele morre bem, com o Espírito, morre para este mundo, mas vivo na graça.
Estaremos cada vez mais vivos em Deus quando o amor estiver dilacerando o nosso coração. Estaremos cada vez mais nos amargurando, triturando-nos e deprimidos quando nós permitirmos que o ódio, o rancor e a falta de perdão estejam crescendo dentro de nós.
Nada mais nos cura e nos faz homens e mulheres plenas nessa vida do que amarmos! Amemos quem nos quer bem, amemos quem nos deseja o mal, quem nos faz o mal porque Deus é Pai para eles e para nós. Mas nós só seremos Seus filhos quando aprendermos a amar do jeito que Ele nos ama.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo  

A PERFEIÇÃO DO AMOR

A exigência de amar os inimigos revolucionou a mentalidade dos discípulos do Reino. O AT recomendava agir com deferência em relação aos inimigos, mormente em certas circunstâncias especiais. A Lei obrigava a reconduzir o boi do inimigo, caso se tivesse desgarrado da manada. Ao inimigo faminto e sedento, dever-se-ia dar comida e bebida. Ninguém poderia alegrar-se com a queda do inimigo. No entanto, não encontramos aí um ensinamento preciso acerca do amar os inimigos.
Jesus deu um passo considerável em relação à tradição judaica.
O amor evangélico supera o nível do puro sentimento ou o da relação de amizade. Amar consiste em estabelecer uma comunhão profunda com o outro, tornar-se seu intercessor junto do Pai - "Orai por aqueles que vos perseguem e caluniam" -, desejar-lhe, ao saudá-lo, um shalom pleno, ou seja, saúde, prosperidade e bem-estar, e implorar para ele as bênçãos divinas - "Bendizei aqueles que vos maldizem".
O amor recusa-se a nutrir desejos de vingança contra o inimigo. Antes, esforça-se continuamente para fazer-lhe o bem.
A motivação do amor ao próximo funda-se no modo de agir do Pai. Quando se trata de fazer o bem às pessoas, ele não as divide entre más e boas, justas e injustas, de forma a conceder benefícios a umas e punição a outras.
A perfeição do amor consiste na imitação do modo divino de agir. Por isso, o ideal do discípulo é ser perfeito como o Pai dos céus.

Comece o seu dia feliz meditando o Santo Evangelho - 3ª-feira da 11ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 5,43-48)

Sêde perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5,43-48.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' Eu, porém, vos digo: 'Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!' Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos.
Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 5, 43-48
Um dos valores mais determinantes da nossa vida é a justiça, mas na maioria das vezes deixamos de lado a justiça de Deus para viver a justiça dos homens, fundamentada na troca de valores e não na gratuidade de quem de fato ama. Quem ama verdadeiramente reconhece que Deus é amor e tudo o que somos e temos vem dele, como prova desse amor gratuito. Assim, as nossas atitudes não podem ser determinadas pelas diferentes formas de comportamento das pessoas que nos rodeiam, mas pelo amor gratuito de Deus que deve fazer com que sejamos capazes de superar toda forma de vingança em nome da justiça e procurar dar a nossa contribuição para que o mundo seja cada vez melhor.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eliminemos do nosso coração todo espírito de vingança!

Em nome de Jesus, nós renunciamos ao espírito de vingança do nosso coração, da nossa alma e dos nossos sentimentos. Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! (Mateus 5,39).
A ordem de Jesus para nós é essa: não enfrenteis quem é malvado, não confronteis o mal, não entreis em litígio com a maldade humana. No bom português, quer dizer: não se misture com o mal, não imite o comportamento dele.
Quando alguém faz um mal para nós, a tendência da natureza humana, contaminada pelo mal do mundo, é responder. A criança aprende em casa: “Se o seu coleguinha bater em você, vá lá e bata nele também”. Outro talvez ensine: “Alguém lhe fez mal? Dê na mesma medida”. Mas Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não nos ensina isso. Ele nos quer com o coração renovado e em paz. E não é possível ter paz vivendo no espírito da vingança, do ódio e do ressentimento.
Podemos até nos sentir aliviados, porque confrontamos a pessoa, mas é um alívio enganoso e maldoso, pois o coração se alimentou do que é mau, praticou o que é mau. Se uma pessoa fez uma maldade e eu faço outra, são duas maldades. Se uma maldade só já é horrível, imagine as duas juntas! E aí só cresce a maldade no nosso meio, e essa maldade se acumula dentro da nossa vida.
Não somos maus, não queremos fazer nem revidar o mal. Por isso, em nome de Jesus, nós renunciamos ao espírito de vingança do nosso coração, da nossa alma e dos nossos sentimentos. Talvez você diga: “Padre, mas eu não tenho sangue de barata! Se alguém me provocou, o meu instinto, a minha vontade é de fazer a mesma coisa”. É verdade que nós não temos sangue de barata, mas é verdade também que temos o Sangue de Cristo em nós, correndo em nossas veias e em nosso coração. Comungamos com o Senhor, para termos Seus sentimentos, Suas atitudes e Seus gestos, a capacidade de perdão que Ele tem.
Quando perdoamos alguém, não o fazemos por nossa própria conta, mas é a graça de Cristo em nós que nos permite perdoar o próximo. A graça de Cristo nos renova, purifica e ajuda a oferecer a outra face. Deixamos o outro desconcertado, quando ele espera que revidemos, mas oferecemos nosso amor e bondade, o melhor que há em nós, o melhor que Deus fez e realiza em nós. Não oferecemos ao outro aquilo que há de mau, porque eliminamos o mal da nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo  

UM TREMENDO DESAFIO!

Um dos desafios mais tremendos para os discípulos de Jesus consistia em "oferecer a outra face a quem lhes esbofeteasse a face direita". Receber um tapa no rosto é uma experiência altamente ofensiva em qualquer cultura. Revidar é uma reação natural. O discípulo do Reino, porém, é orientado para agir de maneira diferente: jamais responder violência com violência.
As primeiras comunidades cristãs viam-se pressionadas pela violência de seus perseguidores. Quanto mais sem fundamento é a violência, tanto mais perversa e maligna ela é. A violência contra os cristãos era deste tipo. Se pagassem com a mesma moeda a violência sofrida, que moral teriam para proclamar a excelência do mandamento do amor e a urgência da reconciliação? Se se submetessem passivamente seriam dizimados dentro de pouco tempo. Se optassem por se dispersar ou por viver na clandestinidade, não poderiam realizar a missão de arautos do Evangelho que tinham recebido.
O gesto de oferecer a outra face era uma forma de resistência pacífica à fúria dos perseguidores. Significava que os discípulos de Jesus não temiam quem os perseguia; que recusavam a se rebaixar ao nível de seus adversários; que buscavam eliminar a violência no seu nascedouro; e que davam testemunho de um mundo novo onde a violência não tinha vez. Este testemunho inusitado poderia até mesmo levar os perseguidores à conversão.